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quarta-feira, 21 de março de 2012

Cremos no Espírito Santo - Capítulo 5 o livro de Stokes

Stokes parte da afirmação de que nós, metodistas, não cremos somente em um Deus ‘assentado no alto e sublime trono’, conforme Isaías 6.1, mas na sua proximidade através do Espírito Santo. No segundo Testamento, as principais fontes de discernimento sobre o Espírito Santo são: as palavras de Jesus, o evento de Pentecostes e as palavras de Paulo (João 13-17; At 2.1-42; 1Co 12. 1-3). Segundo este autor, Jesus promete a presença consoladora do Espírito Santo (Jo 14.26). Diz também que “o Espírito Santo nos ajudaria a conhecer tudo aquilo que precisássemos compreender para a salvação de nossas almas em Jesus Cristo e para a direção básica de nossas vidas na terra”. (p. 50). É bom que se diga que a obra do Espírito Santo não pode ser dissociada da obra de Jesus. No dia de Pentecostes, ocorre o evento que marca a vinda do Espírito Santo. Em Atos 1.8, Jesus afirma: Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo. Mas o que aconteceu no dia deste evento? Stokes assim responde: “Alguns chamam a atenção para o som que veio do céu, como de um vento impetuoso. Outros enfocam as línguas como de fogo que pousaram sobre cada um dos presentes (At 2.2-4). Mas estes eram fatos externos, e não a realidade interior. Sobre as línguas, Stokes pontua que a “emissão de sons ininteligíveis podem ser manifestações do Espírito quando as pessoas estão inundadas pela alegria da sua presença. Mas estas manifestações não estão no centro dos ensinamentos do Novo Testamento”. (p. 53). Sejam lá quais forem os outros poderes do Espírito Santo, não há dúvida de que é uma força interior transformadora. Portanto, o que queremos saber é como os seguidores de Jesus foram transformados por dentro”. (p. 51). Com a vinda do parákleto, os discípulos compreenderam finalmente que Deus havia escolhido Jesus para a redenção do mundo. Nas palavras de Stokes, “a missão singular do Espírito Santo de exaltar o Salvador tornou-se uma realidade experimentada nos corações dos presentes”. (p. 51). De fato, os sinais exteriores podem estar presentes, mas o fundamental é a declaração evidenciada por Paulo: “Ninguém pode dizer: Senhor Jesus! Senão pelo Espírito Santo”. (1 Co 12.3). Mas, quem é o Espírito Santo? Stokes responde que “Ele é Deus na sua proximidade, conhecido e disponível em Jesus Cristo. Ele é Deus junto a nós, trabalhando em nós”. (p. 53). Ele é a presença invisível que repreende todo pensamento e más ações. Ele é quem produz a santidade em nossa vida à semelhança de Cristo. Sua principal missão é exaltar a Jesus Cristo como Senhor na comunidade de fé e no mundo. Tudo o mais é secundário. Ademais, o Espírito Santo é a linguagem da consciência que nos confronta com o nosso verdadeiro eu. É o poder de Deus trabalhando em nós. Fala-nos através da linguagem da beleza, da comunhão, da cultura, do trabalho na vida agitada e até mesmo na tristeza. Ele é, indubitavelmente, a linguagem do conforto, da paz e do amor. Além disso, Stokes corrobora: “O Espírito Santo nos capacita através da Igreja. Ele nos encontra no batismo, quando somos incorporados à comunidade de fé. E nos fortalece por intermédio dos cultos de adoração em nossas igrejas; nos inspira por meio das letras e melodias dos hinos, e nos dirige através das orações audíveis o silenciosas, pela música especial, por meio da Ceia do Senhor e, finalmente, pelos sermões”. (p. 55). E finalmente, nós cremos que o Espírito Santo age criativamente em nossa vida produzindo seu fruto, conforme Gálatas 5.22-23. Cremos que esse fruto é mais profundo que a vida moral. É um dom inexorável de Deus que nos conduz à justiça e solidariedade. Assim, “O Espírito Santo nos assiste para que façamos o melhor uso dos nossos talentos e, assim, possamos utilizá-los para a causa da humanidade. Não é por acaso que os mais altos voos na atividade artística, musical, literária, intelectual e cultural têm sido aqueles feitos sob a influência de Cristo”.