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terça-feira, 17 de abril de 2012

O Sol Brilha Diferente

Quando as coisas não vão bem com a gente, o sol brilha diferente. Se ao contrário, tudo está em ordem, o sol brilha diferente. Quando os amigos se afastam e os bons risos cessam, o sol brilha diferente. Se surgem novas amizades e a sinceridade irradia nos olhares, o sol brilha diferente. Quando a enfermidade e a doença se instalam em nosso corpo, o sol brilha diferente. Se ficamos sãos e nos lançamos novamente a todas as nossas atividades sem limitações, o sol brilha diferente. Quando as questões familiares não têm uma boa resolução em nossos lares, o sol brilha diferente. Se estamos em harmornia, casais conjugados e filhos em diálogo, o sol brilha diferente. Quando a saudade se instala no profundo da alma, o sol brilha diferente. Se nos reencontramos com a pessoa amada ou com o amigo distante, o sol brilha diferente. Quando oramos, mas nos dispersamos em nossa oração por causa dos muitos problemas, o sol brilha diferente. Se oramos, silenciando nosso ser para ouvir o grande Deus, o sol brilha diferente. Quando querem transformar nossa espiritualidade em comércio, o sol brilha diferente. Se nos aninhamos a uma vida espiritual cercada de realidade e esperança, o sol brilha diferente. Quando somos banhados com a chuva da tempestade, o sol brilha diferente. Se nos chega aos telhados a chuva fina que rega a terra, o sol brilha diferente. Quando nos falta a fé para a jornada espiritual na dimensão do Reino de Deus, o sol brilha diferente. Se o Reino de Deus é vivido por nós na dimensão plenificada da esperança, o sol brilha diferente. Quando tomamos consciência de que Jesus morreu na cruz no calvário, o sol brilha diferente. Se vamos ao túmulo e percebemos que ele não mais lá está, o sol brilha diferente. Quando somos tomados pelo medo da morte ou pelos assaltos do pecado, o sol brilha diferente. Se nos alimentamos da esperança da vida eterna, o sol brilha diferente. De fato, o sol sempre brilha diferente? Moisés Coppe

Cremos no Perdão dos Pecados - Capítulo 8 do livro de Stokes

A doutrina do perdão dos pecados é muito especial para a fé cristã. Os tons dessa doutrina embasam-se nas perspectivas das palavras paulinas: “Agora, pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. ( Romanos 8.1). Mesmo diante da força dessa doutrina, hoje, muitas pessoas não dão o devido valor a ela. De fato, as pessoas não consideram a presença do pecado em suas realidades vivenciais. Entretanto, o pecado sempre está conosco. Para Stokes, pessoa alguma deve se escusar de suas responsabilidades. “E não há sinal mais seguro de nossa sanidade mental do que nos sentirmos culpados quando realmente o somos”. (p. 76). Estamos diante do pecado e muitas vezes vivemos na dinâmica das complexidades, preferindo um caminho adverso, muitas das vezes. Como nos diz Paulo: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio agir, pois não faço o que prefiro, e sim, o que detesto”. (Romanos 7.15). Diante desse quadro, vem a resposta de Deus: a Sua graça perdoadora. Pessoa alguma pode se auto-salvar. Nem as nossas boas obras, tampouco as nossas ações. Menos ainda um auto-penitência. Somente pela aceitação da dádiva amorosa e perdoadora de Deus que podemos nutrir alguma esperança. No auge dessa humilde aceitação, somos justificados pela graça. A justificação é um presente de Deus para o ser humano. Deus nos olha, e ao nos olhar não nos vê. Ele vê Jesus em nós. “O homem não é justificado por obras ou lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus”. (Gálatas 2.16). Mesmo diante da certeza do perdão e da justificação, o ser humano precisa se tornar consciente de que há uma necessidade contínua de perdão. Como nos diz Stokes: “Sempre que vasculhamos além da nossa superficialidade descobrimos, também, que nos afastamos de Deus, trilhando os nossos próprios caminhos. Perdemos o propósito para o qual Deus nos criou e assim repudiamos a razão de estarmos aqui”. (p. 80). Pelo fato de nos perdermos em nosso cotidiano, precisamos dessa contínua necessidade de busca do perdão. Aliás, “o arrependimento e o perdão pela fé são o ponto de partida para toda renovação nas pessoas e culturas”. (p. 81). Acreditamos no perdão do pecados. (Oitavo capítulo do livro As Crenças Fundamentais dos Metodistas, São Paulo, 1992).