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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cremos na Centralidade do Amor - Capítulo 10 do livro de Stokes

O amor é central porque nos une a Deus e ao próximo. É a lei da vida que cumpre todas as leis, conforme Romanos 13.8-10 e Gálatas 5.14. Jesus encarna perfeitamente o amor de Deus em sua vida e missão. Aliás, para ele, o amor é o princípio básico dos relacionamentos. É a partir de Jesus que entendemos realmente que Deus é amor. Apesar do Primeiro Testamento apontar em suas letras a importância do amor a Deus e ao próximo, Jesus o radicaliza na parábola do samaritano – Lucas 10.25-37. Porém, mais do que ensinar este amor, Jesus o vive. Ele, que disse “amai os vossos inimigos” orou, pendurado na cruz: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Lucas 23.34. De igual modo, o apóstolo Paulo registrou palavras magistrais no seu hino ao amor em 1 Coríntios 13. Para Paulo, o amor é o caminho sobremodo excelente. De fato, o amor que permanece junto à fé e esperança. É maior e permanece mais. Mas, o que é o amor? Stokes afirma que o amor cristão não é uma emoção fraca, tampouco somente uma doce amabilidade, mas também firmeza de espírito. Jesus, por exemplo, não foi meigo ao chamar Herodes de raposa (Lucas 13.32), nem quando chamou Pedro de Satanás (Mateus 16.23), e nem quando chamou os fariseus de hipócritas (Mateus 23.13-36). O importante, entretanto, é ter equilíbrio no amor. “Dentro da comunidade dos remidos, significa paixão ardente em fazer a obra de Deus em conjunto, na igreja. Significa o desejo de carregar nossa parte do fardo e, ao mesmo tempo, levar o fardo dos outros. Fora da comunidade, o amor é um desejo ardente de que todos no mundo tenham bençãos de Deus”. (p. 94). Quando observamos o mundo, o vemos amargo e afastado do amor de Deus. O mundo é reconciliado com Deus através do amor de Jesus, por intermédio do ministério da compaixão. De igual modo, as pessoas, individualmente, também estão fadadas á solidão. Mas o amor de Deus está engajado em ação graciosa para reconquistar as pessoas. No encontro com o amor revelado em Jesus, deixamos de lado nossa própria vida para nos encontramos com a vida plena, conforme Mateus 8.35: “Quem quiser, pois, salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho, salvá-la-á”. O ato de exercer o amor também está ligado à lei e a sabedoria. No primeiro caso, porque o exercer do amor está diretamente relacionado à política que desenvolvemos pelos bons anelos éticos e morais. No segundo caso, porque amor e ignorância não andam juntos. O amor autêntico não é cego. “Pelo contrário, é orientado e instruído pela sabedoria que Deus quer que reflitamos em todos os nossos esforços para expressar o seu amor”. (p. 96). O amor deve ser desenvolvido pela dimensão da inteligência prática. Finalmente, podemos afirmar que cremos na nova vida de amor. A vida exige o amor e a graça de Deus o supre em nossas vidas. De fato, o Reino de Deus é o reino de amor. “Nós, metodistas, sabemos que somos pecadores redimidos pela graça e chamados a proclamar o poder de Cristo para transformar as pessoas para a glória de Deus e para abençoar aos outros”. (P. 97). (Décimo capítulo do livro As Crenças Fundamentais dos Metodistas, São Paulo, 1992).